"Tu perguntas, e eu não sei, eu também não sei o que é o mar.
É talvez uma lágrima caída dos meus olhos ao reler uma carta, quando é de noite. Os teus dentes, talvez os teus dentes, miúdos, brancos dentes, sejam o mar, um mar pequeno e frágil, afável e diáfano, no entanto sem música. [...] Eu também não sei o que é o mar. Aguardo a madrugada, impaciente, os pés descalços na areia.
Pois é natural, eu só ouvi esta expressão uma vez e achei-lhe muita piada. Nem sabia que era uma expressão da língua portuguesa, pensava que era uma gíria qualquer que alguém tinha inventado ou no máximo uma expressão do calão... Enfim, vou corrigir!
BARDAMERDA é das expressões mais giras que conheço. Se só a ouviste uma vez, é porque não te dás mal comigo! Acredita que se não gostasse de ti, já a tinhas ouvido muita vezes...
4 comentários:
É "À" bardamerda... em português corrente!
Beijinhos
"Tu perguntas, e eu não sei,
eu também não sei o que é o mar.
É talvez uma lágrima caída dos meus olhos
ao reler uma carta, quando é de noite.
Os teus dentes, talvez os teus dentes,
miúdos, brancos dentes, sejam o mar,
um mar pequeno e frágil,
afável e diáfano,
no entanto sem música.
[...]
Eu também não sei o que é o mar.
Aguardo a madrugada, impaciente,
os pés descalços na areia.
Eugénio de Andrade, 1923
Pois é natural, eu só ouvi esta expressão uma vez e achei-lhe muita piada. Nem sabia que era uma expressão da língua portuguesa, pensava que era uma gíria qualquer que alguém tinha inventado ou no máximo uma expressão do calão... Enfim, vou corrigir!
BARDAMERDA é das expressões mais giras que conheço. Se só a ouviste uma vez, é porque não te dás mal comigo! Acredita que se não gostasse de ti, já a tinhas ouvido muita vezes...
Ahah, beijinho!
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